Curadoria de viagens e sabor que acolhe
Roteiros que são um abraço
Comecei com uma regra boba. Comida precisa ser de verdade. Só isso.
Podia ser em uma esquina qualquer que ninguém indicou. Podia ser o endereço premiado que todo mundo já foi. Tanto faz. Eu não julgo pelo rótulo, não julgo pelo preço, não julgo pela pose que rende curtida. Julgo pelo cheiro. Autenticidade, alma, respeito, o resto é cenário.
A cozinha me formou antes de qualquer coisa. Anos tentando entender como a comida é, e como ela toca, não apenas pelo ângulo bonito que aparece na foto. Eu inspiro, no primeiro segundo, quem honra o ingrediente. Quem tem paciência. Quem respeita a pessoa que vai sentar para comer. No dia a dia de qualquer cidade do mundo, quem senta para comer quer se alimentar, de nutrientes, de afeto, de conforto. Quem cozinha quer fazer seu ofício e ganhar seu dia. Ninguém que decide dedicar a vida cozinhando faz apenas pelo dinheiro. É antes de tudo, um ato de amor. Fato.
Na estrada, o que mais encontro são listas. "Lugares imperdíveis" que na prática foram feitos por boas estratégias de marketing. Alguns poucos, sim, merecem a fama de fato. Cenário perfeito, comida sem gosto, sem tempero, esquecida no dia seguinte, mesmo depois das fotos mais curtidas.
Eu não acredito nessas listas.
Viajar é pessoal demais para vivermos o checklist de outra pessoa. Não é sobre marcar onde mandaram. É sobre sentir aquele instante e tentar enxergar ângulos, sabores e valores que você não poderia, caso não estivesse ali.
A comida ainda é o meu ponto de partida. A viagem é o resto inteiro. O Food Like a Hug é isso: minha curadoria da vida em trânsito, das mesas que me alimentam por dentro e nunca deixam morrer a minha paixão. A comida. A cozinha. As pessoas.
Comida com história, afeto e propósito. Clique em qualquer pin para abrir o diário.
Um pouco do que aprendi pelo caminho sobre lugares, comidas e como viajar.
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